-
trabalhando na luz da paisagem doméstica
-
casadevir.com
A casa deVir é um ateliê de paisagens. Vivemos a casa como um lugar de invenção: na criação e produção de encantamentos diários trabalhamos para revelar luzes e paisagens.
-
a luz da janela revelando a cicatriz da parede
registro mariana de moraes na luz da paisagem doméstica
-
uma das máquinas…
-
Uma das “máquinas” capazes de construir meu trabalho não é um verbo, mas um substantivo que denomina um estado. Pelo menos em um primeiro momento. Antes da ação há que se deixar tomar pelo desejo de agir, há que se deixar impregnar pela vontade. E sinto a “vontade” como uma espécie de nuvem ou camada atmosférica que vai envolvendo lentamente meu ser. A “vontade” geralmente aparece quando me sinto à vontade, ou seja, disponível e aberto a que a vontade apareça.
A “escola” do ócio, ao contrário do que possa parecer e ainda mais no mundo em que vivemos, não é das mais fáceis de se conseguir um diploma. É tudo o que a sociedade mais rejeita. Pois se a palavra “escola” ganhou um sentido positivo na sociedade moderna, a palavra “ócio” corre na contramão de tudo o que ela valoriza. O ocioso se tornou sinônimo de vagabundo, omitindo assim toda a nobreza etimológica da palavra herdada dos gregos. Estar ocioso é estar aberto ao conhecimento. Existe uma diferença entre “não estar fazendo nada” e “estar fazendo nada”. Quando “estou fazendo nada” estou lidando com um absoluto, o Nada (esta palavra divina!). Quando “não estou fazendo nada”, estou fazendo qualquer coisa, sou um ser útil para uma sociedade que privilegia justamente qualquer coisa.
Essa questão sugere a velha idéia da inutilidade da arte. Fabricar um pão e pintar um pão. Entre os dois verbos “fabricar” e “pintar” existe um substantivo “pão” que precisa ser ingerido. Qual o pão que alimenta mais, o ingerido pela boca ou o ingerido pelos olhos? Quando como um pão estou certamente adiando mais a minha morte, mas quando vejo a pintura de um pão não estarei aprendendo melhor a como morrer? Fazer nada não seria aprender a morrer? Depois de toda essa elucubração anterior cheguei então a uma frase que poderia ser meu epitáfio: “Passei minha Vida fabricando Nada para aprender a Morrer.”
Cao Guimarães , em Correspondências com Marilá Dardot -
“Não é necessário criar um mundo, mas a possibilidade dele. Criar esse provável.”
-
estudos sobre desejos e cidades
-
texto A Construção Poética do Mundo, de Fernando Pessoa, no livro Sobre Desejos e Cidades, do Seminários Internacionais Museu Vale 2012 . Se essa rua fosse minha… sobre desejos e cidades.
-
“o homem é no mundo na conjuntura existencial da sua presença”
-
texto A Construção Poética do Mundo, de Fernando Pessoa, no livro Sobre Desejos e Cidades, do Seminários Internacionais Museu Vale 2012 . Se essa rua fosse minha… sobre desejos e cidades.
-
paisagem urbana na paisagem doméstica
Irreverência do Rio na casa deVir
-
Muros - Não se vê com os olhos, no livro Paisagens Urbanas, página 174
-
nelson brissac peixoto, no livro paisagens urbanas
-
somall no muro na Av. Anísio Fernandes Coelho - Jardim da Penha
Vitória - ES
registro mariana de moraes
-







